Os oito Povos Tradicionais do Norte de Minas se reúnem em Brasília para o X Encontro e Feira dos Povos do Cerrado: Conexão de Povos, Culturas e Biomas.

Apanhadores de FloresCaatingueirosGeraizeirosQuilombolasTuxásVacaneirosVazanteirosVeredeirosXakriabás

18 de setembro/2023

Cerrado que conecta saberes, histórias, culturas e alimenta a vida dos Povos.

Nos dias 13 a 16 de setembro de 2023, foi realizado o X Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, em Brasília – DF, na Torre de TV. O encontro teve a presença de povos de vários estados do Cerrado Brasileiro, com uma programação diversa de oficinas, mesas de debates e construções políticas, apresentações culturais e exposição e venda de produtos da sociobiodiversidade.

O encontro é também um momento onde os Povos reivindicam seus direitos e anseios, sobretudo o Cerrado em pé e territórios protegidos. Confira a fala de Maria de Lourdes, Caatingueira e Presidenta da Rede Cerrado, na cerimônia de abertura do evento. “Não adianta devastar nosso Cerrado para salvar a Amazônia, precisamos salvar todos eles!”

Juntamente com Dona Lourdes, estiveram presentes na mesa, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, a Deputada Federal Dandara, O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, Lucely Pio, Quilombola e Raizeira, Hiparidi Toptiro, indígena do povo Xavante, e outros.

Com a força e protagonismos das mulheres, logo no primeiro dia da programação, foi realizada a III Marcha das Mulheres Indígenas. Momento que marca a força do movimento indígena feminino, da luta por direitos das mulheres e da proteção dos territórios tradicionais, esta que aconteceu numa semana decisiva na luta contra o Marco Temporal. Marcha diversa de ancestralidade, com presença de crianças, anciãs e anciões e com a força da juventude, que participaram, registraram, comunicaram e reivindicaram seus direitos e sonhos.

E um dos destaques do evento é a vasta riqueza dos produtos da sociobiodiversidade, expostos e vendidos pelos povos, como artesanatos, sementes crioulas, bebidas, frutos, comidas com o melhor da culinária do Cerrado e muito mais. Maria Lúcia, Geraizeira da comunidade Água Boa II, situada na zona de amortecimento da RDS Nascentes Geraizeiras, município de Rio Pardo de Minas – MG, guardiã de sementes Crioulas e defensora do Cerrado, relata: “Uma importância muito grande para nós, Povos Tradicionais, um encontro como esse. Celebração, mas também ações em defesa do nosso cerrado e, ao mesmo tempo, expomos e vendemos nossos produtos…”

De fato, um evento que marca uma diversidade cultural dos povos e expressa a grandiosidade do bioma Cerrado. As pessoas que participaram puderam apreciar e vivenciar trocas, diversão e debates. Na parte da formação, durante toda a programação, várias oficinas foram realizadas em diferentes tendas, no espaço do evento. A oficina “Medicinas Tradicionais: Saúde da Mulher”, uma das oficinas realizadas pelo Projeto FIP/DGM Brasil, foi conduzida por Lucely Pio, liderança Quilombola da Articulação Pacari de Goiás e membra do Comitê Gestor Nacional (CGN) do Projeto FIP DGM Brasil. Um espaço rico e diverso de saberes populares, conexão com a vida e saúde da mulher,

fortalecendo a importância da conservação do bioma, pois, é necessário o Cerrado em Pé para a preservação da vida, seja das plantas medicinais e dos povos que habitam e usufruem de suas riquezas naturais.

Para finalizar, convidamos você a assistir ao documentário que contém mais detalhes e belezas desse encontro histórico. O documentário foi produzido pelo CAA-NM durante o evento.

CERRADO EM PÉ É O QUE O POVO QUER! Viva os povos do Cerrado!

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